Quem nunca quis dar o apito final?
Eu admiro as pessoas que conseguem se expressar por meio das palavras e acredito que elas sejam tão importantes quanto os gestos.
"Um gesto vale mais do que mil palavras" mas existem pessoas que não entendem esse gesto. Ou se fazem de tolas e fingem não saber.
Às vezes é na palavra que encontramos apoio,sinceridade,amizade,amor. Mas, muitas outras, é à partir delas que se instaura a decepção, a mágoa, a raiva e a ira.
Temos o péssimo hábito de colocar panos quentes em situações, deixar para lá o que deveria ser dito na hora, para quem sabe assim evitar algum problema. Às vezes fingimos que está tudo bem, quando na verdade existe um incômodo imenso por trás de tudo.
O que é mais fácil?
Se esconder, fugir, deixar de dizer o que pensa por medo do que os outros vão dizer ou falar, falar e falar o que espreme a gente?
Eu sou a favor da paz entre todos, e principalmente entre todos que tem convivência conosco. É normal que hajam divergências, mas será que todas elas tem fundamento?
Hoje eu fiquei decepcionada, decepcionada de verdade. Não queria estar nessa altura do jogo, mas as coisas caminham para onde devem caminhar.
Se isso é um desabafo ou um conselho, eu não sei ao certo, mas é fato que devemos nos expressar melhor e colocar todos os pingos nos "is", caso contrário, o castelo de cartas de baralhos pode desmoronar.
E a minha primeira carta já caiu.
Umann Nature
domingo, 8 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
A vida limitada às faces do cubo
Não é nada relacionado à geometria. Tampouco ao cubo mágico.
Uma vez escutei de um professor que como bons publicitários, deveríamos estar atentos a todos os assuntos que rolam no mundo; desde a política, o meio-ambiente, a música e a revista Contigo!.
Parando para pensar melhor, ele não está nem um pouco equivocado e nós não devemos achar que ler revista de fofocas, blogs com conteúdo como este que vos "fala" e outras coisas frívolas diminuirá a nossa capacidade de expandir os horizontes, de modo que nos torne aptos a prosseguir com qualquer tipo de conversa,seja ela de buteco ou pauta de reunião de trabalho.
Eu penso que a experiência não vem só com a vivência das situações; uma pessoa pode ser muito experiente em um assunto, desde que ela o estude. Pode ser só na teoria, não precisa praticar para ser experiente também.
O problema: a restrição a um assunto somente.
Uma pessoa é muito mais experiente quando se beira a diversos níveis diferentes, quando sabe desenvolver qualquer discussão que seja, quando não se retira do ambiente porque não sabe o que falar.
Além de experiente, isso a torna agradável, participativa e com opinião, independente do seu teor.
Isso não quer dizer que eu mesma seja um pessoa experiente. Preciso aprender muito mais sobre filmes bons (e ter paciência para vê-los), entender qual é a da política nacional e internacional, saber quais são as regras de um jogo de tênis, etc.
Mas eu tenho pena das pessoas que não conseguem deixar seus conhecimentos saírem do cubo. Não digo isso porque eu sou inteligente, porque é narcisismo demais. Eu sou inteligente dentro do possível que foi disponibilizado para a minha pessoa, mas procuro me socializar com o máximo de diferenças possíveis.
Amigos de diferentes opiniões são muito favoráveis para nós adquirirmos experiência.
Sem deixar de lado a vivência. Quem viver, verá - e isso é fato. Se você não se arriscar às consequências, não saberá qual lição tirar das situações.
Nós não devemos ser restritos à uma linha de pensamento e acharmos que somos bons o bastante por saber falar de um assunto só (mesmo que muito a fundo).
Entre outras razões, é por isso que eu sempre leio a revista Contigo! e assisto jogo de futebol: em qual mundo eu não conseguirei discutir algo com alguém?
domingo, 1 de agosto de 2010
A Favorita
Um dos primeiros detalhes que enfrentamos em um relacionamento é aquele que muitos julgam ser essencial para a vida a dois e muitos o crucifixam por ter poder dilacerador: o ciúme.
Conheço pessoas que não são seguidoras dele, tem aversão, e o consideram como piegas e brega. Eu não sou a favor dessa escola, porque sofro como uma condenada quando o assunto é a insegurança.
A minha tese para que o ciúmes esteja presente na vida das mulheres é aquela velha história da insegurança: você pode ser maravilhosa, estar sempre rodeada de pessoas legais, ter um cabelo liso e brilhante e um corpo de dar inveja, mas encontrou uma celulite danada no bumbum, bem na semana que aquela viagem para a praia com o amor está programada.
É certo: quando chegar lá, for tomar sol e por detrás das lentes escuras do seu óculos encontrar uma bunda tão redonda e lisa como uma melancia passeando pelas areias, a primeira coisa que fará é lançar um olhar fulminante para o seu namorado, a fim de conferir se ele estava olhando para a mesma fruta exuberante que você. Mesmo se ele estivesse lendo a seção de esportes no jornal, o barraco está armado.
Quando a gente se sente ameaçada, é do instinto agir assim. O ciúmes está presente em todas nós, e não há como negar.
Conheço, também, os casos delicados do "Ciúmes da Ex" ; esse é o mais severo de todos.
Mesmo que seja declarado que você é a melhor namorada que já existiu, que é a mais legal, bonita e irreverente, não vai adiantar em nada; o fantasma da falecida vai sempre pairar no seu bom relacionamento.
Ainda mais crucial do que isso é a questão do território do escolhido: a ex-namorada era adorada por todos que conviviam junto com o seu príncipe.
Nessas horas, eu fico pensando qual a melhor solução para poder contornar a situação. Não adianta mudar de personalidade para agradá-los, muito menos usar burca para não ser mal falada. Você , mulher, sendo autêntica ganhará muito mais admiração, por pior que a autencidade seja. É melhor engolir sapos e continuar a fazer piadinhas, porque senão teremos que partir para uma análise mais profunda.
Mesmo porque nada está perdido. Se somos ciumentas, o problema é nosso, e assim vamos ter que nos virar nos trinta para não estragar o relacionamento. Ainda não conheço nenhum método infalível contra esse mal, mas garanto que se fizermos um "unagui mental" durante dez minutos, todos os dias, certamente nos tornaremos mais maleáveis.
Receita do Unagui Mental infalível:
Quando bater a neurose e o desespero, feche os olhos, respire fundo, comprima os lábios durante dez segundos...e aí, imagine a criatura que você não suporta em um momento sublime junto ao vaso sanitário, fazendo forcinha para se sentir realizada...
Eu mesma me pergunto: depois de tudo isso, será que um dia serei "A Favorita"?
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