segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A vida limitada às faces do cubo

Não é nada relacionado à geometria. Tampouco ao cubo mágico.

Uma vez escutei de um professor que como bons publicitários, deveríamos estar atentos a todos os assuntos que rolam no mundo; desde a política, o meio-ambiente, a música e a revista Contigo!.

Parando para pensar melhor, ele não está nem um pouco equivocado e nós não devemos achar que ler revista de fofocas, blogs com conteúdo como este que vos "fala" e outras coisas frívolas diminuirá a nossa capacidade de expandir os horizontes, de modo que nos torne aptos a prosseguir com qualquer tipo de conversa,seja ela de buteco ou pauta de reunião de trabalho.

Eu penso que a experiência não vem só com a vivência das situações; uma pessoa pode ser muito experiente em um assunto, desde que ela o estude. Pode ser só na teoria, não precisa praticar para ser experiente também.

O problema: a restrição a um assunto somente. 

Uma pessoa é muito mais experiente quando se beira a diversos níveis diferentes, quando sabe desenvolver qualquer discussão que seja, quando não se retira do ambiente porque não sabe o que falar.

Além de experiente, isso a torna agradável, participativa e com opinião, independente do seu teor.

Isso não quer dizer que eu mesma seja um pessoa experiente. Preciso aprender muito mais sobre filmes bons (e ter paciência para vê-los), entender qual é a da política nacional e internacional, saber quais são as regras de um jogo de tênis, etc.

Mas eu tenho pena das pessoas que não conseguem deixar seus conhecimentos saírem do cubo. Não digo isso porque eu sou inteligente, porque é narcisismo demais. Eu sou inteligente dentro do possível que foi disponibilizado para a minha pessoa, mas procuro me socializar com o máximo de diferenças possíveis. 

Amigos de diferentes opiniões são muito favoráveis para nós adquirirmos experiência.

Sem deixar de lado a vivência. Quem viver, verá - e isso é fato. Se você não se arriscar às consequências, não saberá qual lição tirar das situações.

Nós não devemos ser restritos à uma linha de pensamento e acharmos que somos bons o bastante por saber falar de um assunto só (mesmo que muito a fundo).

Entre outras razões, é por isso que eu sempre leio a revista Contigo! e assisto jogo de futebol: em qual mundo eu não conseguirei discutir algo com alguém?


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